Técnico italiano e jogadores fazem ritual de bênção antes das primeiras rodadas das Eliminatórias e da preparação para a Copa do Mundo 2026
Rio de Janeiro – Na tarde desta sexta-feira (31), a Seleção Brasileira de Futebol deu início oficial ao ciclo comandado pelo técnico Carlo Ancelotti com uma visita ao Cristo Redentor, situado no Morro do Corcovado. Em um ato carregado de simbologia, o treinador e um grupo de 15 jogadores subiram até o monumento para um momento de reflexão, bênçãos e fotos em frente ao cartão-postal que vigia a cidade.
Ancelotti, que assume o cargo após passagem vitoriosa por clubes europeus, afirmou que o gesto visa “unir a equipe, a torcida e a fé do povo brasileiro” antes de estrear nas Eliminatórias sul-americanas em junho. “O Brasil é um país de raízes profundas, onde o futebol e a religiosidade caminham juntas. Esse momento vai trazer energia positiva ao grupo”, disse o italiano.
Entre os atletas, Marquinhos — capitão em campo — destacou o peso histórico do evento: “Passar debaixo dos braços do Cristo nos lembra da responsabilidade que temos de carregar essa camisa com honra e humildade. Queremos transformar essa energia em resultados”. Também participaram nomes como Neymar, Vinícius Júnior, Casemiro e o goleiro Alisson, que trocaram abraços com turistas e posaram para selfies antes de seguir à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Na CBF, Ancelotti conduziu sua primeira entrevista coletiva. Ele adiantou que pretende adotar uma estrutura tática flexível, mesclando o tradicional 4-2-3-1 com variações que priorizem a posse de bola e a transição rápida. “Vamos respeitar o talento individual e reforçar a organização defensiva. Acredito que seja possível unir o melhor do futebol sul-americano à disciplina europeia”, afirmou.
O estafe técnico inclui o auxiliar Maurizio Vignola, o preparador físico Angelo Fabris e o analista de desempenho João Pedro Ribeiro. Segundo o coordenador de seleções da CBF, Rodrigo Paiva, “Ancelotti montou uma equipe internacional que conhece o perfil brasileiro e irá acelerar o processo de adaptação aos nossos jogadores”.
Agora, o foco vira os duelos longe de casa contra Paraguai, na Neo Química Arena, e Bolívia, em La Paz, marcando a estreia do novo comando. A expectativa da comissão é estrear com duas vitórias para ganhar confiança antes de amistosos de luxo contra Argentina e Uruguai em setembro.
Analistas apontam que o ritual no Cristo Redentor pode ter efeito simbólico, mas ponderam que a Seleção só será avaliada na prática: “Momentos como esse ajudam na coesão do grupo, mas o verdadeiro teste virá quando precisarem adaptar o estilo de Ancelotti ao desgaste das viagens e às diferentes altitudes sul-americanas”, observa o comentarista Alex Mir.
Em meio a essas primeiras ações, torcedores e dirigentes demonstram otimismo. A próxima avaliação virá dentro de um mês, quando a bola começar a rolar pelas Eliminatórias. Até lá, o Brasil carrega na bagagem não apenas as expectativas de títulos, mas também a benção de um dos maiores símbolos do país.