Haddad ataca Bolsonaro e diz que ele não tem moral para falar de impostos

Ministro da Fazenda crítica ex-presidente por manter tabela do IR congelada e defende medidas de justiça fiscal do atual governo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (30), durante declaração no Palácio do Planalto. Segundo ele, Bolsonaro “não tem moral” para comentar sobre aumento de imposto, considerando o histórico do governo anterior em relação à tabela do Imposto de Renda.

Haddad afirmou que Bolsonaro manteve a tabela do Imposto de Renda congelada durante todo o seu mandato, o que, na prática, fez com que trabalhadores passassem a pagar mais impostos mesmo sem ganho real de renda. “Esse é o aumento mais cruel de imposto que um presidente pode fazer”, disse o ministro, ao lembrar que reajustes pela inflação foram empurrados para dentro da faixa de tributação.

Para Haddad, a postura do ex-presidente de criticar políticas fiscais atuais ignora suas próprias omissões enquanto esteve no poder. “Qual é a moral desse senhor para falar de aumento de imposto?”, questionou o ministro, que ainda reforçou que a atual política do governo é voltada para “fechar brechas para o andar de cima passar a pagar”, referindo-se aos mais ricos e grandes empresas.

O ministro também reiterou o compromisso da atual gestão em manter a correção da tabela do IR, aliviando o peso tributário sobre os trabalhadores de baixa e média renda. Em paralelo, o governo trabalha em medidas de justiça fiscal, como a taxação de fundos exclusivos, offshores e casas de apostas.

A fala de Haddad ocorre em um momento de intenso debate sobre carga tributária no país, em meio à discussão sobre a compensação da desoneração da folha de pagamento e à tramitação da segunda fase da reforma tributária no Congresso. A crítica direta a Bolsonaro reforça a polarização entre os dois campos políticos e evidencia a disputa narrativa sobre quem, de fato, aumentou impostos no Brasil.

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