Partido comanda o Ministério do Turismo, com Celso Sabino (União-PA), e ocupa cargos em diversos órgãos da administração. Legenda já havia decidido pelo desembarque do governo.
O União Brasil aprovou nesta quinta-feira (18) uma resolução que exige que filiados ao partido deixem, em até 24 horas, cargos ocupados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o texto da norma, chancelada pela cúpula nacional da sigla, os membros que não abandonarem a gestão Lula poderão ser punidos disciplinarmente. Entre as punições previstas no estatuto do partido, está a expulsão.
A decisão da legenda antecipa o desembarque do governo, anunciado no início deste mês. O partido não havia definido — de forma explícita — uma data para a saída, mas a expectativa era que ocorresse apenas no final de setembro.
A resolução partidária estabelece que todos os filiados devem pedir exoneração de cargos em ministérios, autarquias, fundações e empresas públicas.
A regra atingirá o ministro do Turismo, Celso Sabino, que é deputado licenciado pelo partido e foi indicado para comandar a pasta pela bancada do União Brasil na Câmara. Também deve afetar uma série de postos ocupados pela legenda em diferentes níveis da administração federal.
Há semanas, Sabino vinha mantendo conversas com dirigentes e aliados para tentar uma solução e evitar a saída da pasta. O ministro ainda não se pronunciou sobre a decisão da cúpula do partido.
🔎 Os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações) não serão afetados pela decisão. Embora as pastas sejam atribuídas ao partido, eles ocupam a cota pessoal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A exigência para que os filiados deixem a gestão Lula foi aprovada após a veiculação de reportagens que apontam uma suposta conexão entre o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda nega.
Em nota à imprensa (veja íntegra aqui), o partido indica enxergar influência do governo federal na divulgação das informações. A sigla afirma que há uma “percepção de uso político da estrutura estatal” para desgastar Rueda.



