Conselho de Ética da Presidência investiga envolvidos no caso das joias ilegais no governo Bolsonaro

Três indivíduos implicados no caso das joias trazidas ilegalmente para o Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) se tornaram alvos do Conselho de Ética Pública da Presidência.

O processo está em andamento e corre em sigilo, de acordo com informações apuradas pelo UOL. A instalação do processo baseia-se em indícios materiais de conduta contrária ao Código de Ética da Administração Federal. O relator do caso é o conselheiro Edson Leonardo Dalescio Sá Teles.

Os ex-membros do governo Bolsonaro têm um prazo de 10 dias úteis para apresentarem suas defesas. A Comissão de Ética também enviou uma cópia do processo ao Exército e à Marinha para avaliarem a necessidade de ação em relação aos atos do tenente-coronel Mauro Cid, preso desde maio, e do primeiro-sargento Jair Moreira da Silva.

São alvos do processo:

  1. Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia;
  2. Júlio César Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;
  3. Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe de gabinete adjunto de documentação histórica do gabinete pessoal do presidente da República.

Relembrando o caso, Bento Albuquerque afirmou à Polícia Federal que não comunicou ao então presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2021 sobre o estojo de joias, avaliado em R$ 16,5 milhões, destinado ao chefe do Executivo pelo governo da Arábia Saudita. Posteriormente, outros dois conjuntos de presentes, contendo diamantes e uma arma, foram descobertos.

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