Durante reunião interministerial nesta sexta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o papel crucial do governo na implementação de projetos de infraestrutura para impulsionar o crescimento econômico e a geração de empregos no país.
“Não podemos ficar chorando o dinheiro que falta, temos que utilizar bem o dinheiro que temos. Por isso o [Fernando] Haddad é ministro da Fazenda, porque ele é criativo, se a gente não tiver dinheiro a gente vai atrás dele e ele vai ter que arrumar. Ele e a Simone [Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento] vão arranjar o dinheiro que precisamos para fazer investimentos no país”, disse o mandatário ao abrir o encontro, ressaltando ainda que os investimentos realizados pelo governo refletirão inclusive no crescimento do PIB.
Na ocasião, Lula afirmou ainda que novas reuniões para debater o tema também devem incluir os bancos públicos. De acordo com avaliação do presidente, é papel de instituições como o Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dar crédito aos pequenos e médios empreendedores, cooperativas, grandes empresários, além de governos municipais e estaduais que têm capacidade de endividamento.
“Por que não emprestar dinheiro para essa gente? Não pode ser proibido emprestar dinheiro para construir um ativo que vai aumentar o patrimônio desse país, que vai melhorar a qualidade de vida do povo”, argumentou. “Não dá pra ficar achando que o gostoso é guardar dinheiro. Dinheiro bom é dinheiro transformado em obras, na melhoria da qualidade de vida do povo, em saúde, educação e, sobretudo, emprego, que é o que dá dignidade ao povo brasileiro”, completou.
Citando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), instituído em seu primeiro governo, o chefe do Executivo sugeriu a criação de um novo projeto do tipo. “Tenho certeza que vocês vão me surpreender nessa reunião com o que já tem de propostas para fazermos, vi aqui ‘eixos do novo PAC’. Queria até sugerir ao companheiro Pimenta [ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta] que é importante colocar a criatividade da comunicação em funcionamento para criarmos um novo nome, o PAC foi muito importante, produziu muita coisa, mas se pudermos criar um novo programa mostra que a gente está renovando e inovando, que temos criatividade para fazer outras coisas”, pontuou.