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Na Cúpula dos Povos do Brasil, o MST promove a reforma agrária e a agroecologia como respostas à crise climática.

O movimento leva 1.300 ativistas a Belém com propostas que vinculam produção de alimentos, justiça social e recuperação ambiental.

Enquanto líderes mundiais se reúnem na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, no norte do Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) apresenta suas próprias propostas para enfrentar a crise climática e o modelo capitalista que, segundo ele, está por trás dela. A Cúpula dos Povos, um evento autônomo organizado por movimentos populares de 62 países, acontece de quarta-feira (12) a domingo (16), paralelamente à COP oficial.

Em entrevista à Rádio BdF , a líder nacional do MST, Ayala Ferreira, afirmou que o movimento vê a reforma agrária popular e a agroecologia como caminhos concretos para a transformação. “A reforma agrária popular é tanto uma necessidade quanto uma solução quando falamos em enfrentar a crise ambiental, o sistema capitalista e o aquecimento global”, disse ela.

Ferreira enfatizou que as comunidades rurais desenvolveram ao longo do tempo práticas de resistência enraizadas na democratização da terra e em métodos agrícolas alinhados aos limites da natureza. Ela acrescentou que a MST levará à COP “as vozes de nossos camaradas rurais” e exemplos de assentamentos que se tornaram modelos em restauração ambiental e produção de alimentos saudáveis.

As atividades do movimento durante a semana incluem feiras, seminários e visitas de campo a assentamentos de reforma agrária, bem como a participação na “ barquiata ”, um protesto em barcos no rio que marca o início da participação popular na COP, e na Marcha pelo Clima e Solidariedade entre os Povos, agendada para sábado (15). Cerca de 1.300 membros do MST devem participar.

“Apresentaremos nosso plano nacional para plantar árvores, produzir alimentos saudáveis ​​e fortalecer a educação e a cultura rural”, disse Ferreira. “Queremos mostrar que o campo é um território de vida, não da lógica destrutiva do capitalismo.”

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