Netanyahu ameaça Irã com “preço muito alto” pelo assassinato premeditado de civis

Em visita a Bat Yam, atingida por mísseis iranianos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que Teerã será duramente punido e Israel já reprimiu alvos militares e nucleares no país adversário.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou neste domingo (15) que o Irã “pagará um preço muito alto pelo assassinato premeditado de civis, mulheres e crianças” após uma ofensiva de mísseis que deixou 10 mortos em território israelense, entre eles três crianças, e cerca de 250 feridos.
Em visita à cidade de Bat Yam, ao sul de Tel Aviv e uma das mais afetadas pelos lançamentos, Netanyahu criticou o ataque ao Hospital Soroka e demais áreas residenciais, classificando-o como “ato terrorista inadmissível” e comparando-o a “crimes de guerra” por visar deliberadamente alvos civis.
Na retaliação, as Forças de Defesa de Israel bombardearam mais de 80 instalações militares e nucleares iranianas, incluindo depósitos de combustível em diversas cidades de Teerã, em uma operação que, segundo o governo israelense, visou impedir o avanço do programa nuclear de Teerã e neutralizar mísseis balísticos de longo alcance do Irã.
O confronto elevou a tensão no Oriente Médio a níveis inéditos: em solo iraniano, as autoridades relatam pelo menos 78 mortes — muitas delas de mulheres e crianças — e mais de 900 feridos, conforme balanço de hospitais e do Ministério da Saúde local. Do lado israelense, já são 13 vítimas fatais e cerca de 380 feridos desde o início da escalada de ataques há quatro dias.

Analistas militares avaliam que a promessa de Netanyahu reforça a estratégia de dissuasão de Teerã, mas advertem para o risco de um ciclo contínuo de bombardeios e retaliações que pode arrastar outras potências regionais e os Estados Unidos para um conflito direto. A porta-voz do Exército israelense destacou que “não será tolerado nenhum programa nuclear iraniano” e que Israel continuará a “atacar todos os alvos do regime” até garantir sua segurança existencial.

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