Augusto Vasconcelos, ouvidor da Câmara Municipal de Salvador (CMS), é um dos vereadores que expressaram voto contrário à aprovação legislativa para permitir que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) obtenha empréstimos no valor de R$ 300 milhões.
Em uma entrevista concedida ao bahia.ba, Vasconcelos afirmou que tanto ele quanto os colegas que se opuseram à medida – alegando falta de clareza quanto à aplicação dos recursos – continuarão a exigir “transparência” em relação ao destino dos fundos.
“Não vamos desistir. Vamos manter nossa fiscalização. As leis orçamentárias estão em vigor, especialmente devido aos montantes consideráveis. Queremos compreender a alocação, e não cederemos quando se trata de esclarecimentos por parte do Executivo.”
O vereador enfatizou novamente a falta de clareza sobre os projetos que receberão os recursos. “A solicitação de empréstimo precisa ser acompanhada por uma explicação sobre sua finalidade, especialmente considerando que a prefeitura pagará juros. Portanto, a explicação é necessária. Contudo, quando a secretária da Fazenda compareceu aqui, as coisas não ficaram claras.”
O ouvidor reiterou que a oposição não se opõe ao empréstimo, desde que a Prefeitura “assegure e demonstre claramente o propósito”. “Lamentavelmente, nos posicionamos contrários devido à falta de transparência na alocação.”