Datafolha: 75% dizem que STF tem poder demais; 71% afirmam ser essencial para a democracia
Pesquisa também aponta que 75% avaliam que ministros têm poder excessivo e mais da metade acredita em envolvimento da Corte em irregularidades.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (14) pelo jornal Folha de S. Paulo aponta que 71% concordam que Supremo Tribunal Federal (STF) é essencial para proteger a democracia, enquanto 24% discordam.
Segundo o levantamento, a proporção difere entre quem votou em Lula e em Bolsonaro: entre os eleitores que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno em 2022, o índice de concordância sobre a essencialidade do STF atinge 84%.
Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro, a maioria (60%) também reconhece o papel fundamental da instituição para o regime democrático. Entre quem votou em branco ou nulo, o percentual é de 73%.
Embora a essencialidade da corte seja reconhecida, para 75% dos entrevistados, os ministros detêm “poder demais” e o mesmo percentual acredita que a confiança na instituição é menor hoje do que no passado.
Veja os resultados:
Acreditam que o STF é essencial para proteger a democracia:
- Concorda: 71% dos entrevistados;
- Discorda: 24%;
- Não concorda nem discorda: 2%;
- Não sabe: 3%.
Datafolha: 71% concordam que o STF é essencial para a democracia — Foto: Arte/g1
Acreditam que os ministros do STF têm poder demais:
- Concorda: 75% dos entrevistados;
- Discorda: 20%;
- Não concorda nem discorda: 2%;
- Não sabe: 3%.
Datafolha: 75% concordam que ministros do STF têm poder demais — Foto: Arte/g1
Plenário do STF — Foto: Antonio Augusto/STF
Avaliação dos Ministros
No campo das avaliações individuais dos ministros do Tribunal, alguns magistrados apresentam índices positivos de aprovação. O índice é calculado subtraindo da taxa de ruim/péssimo a taxa de ótimo/bom.
O ministro André Mendonça detém o melhor desempenho, com um índice de 26 pontos; 39% dos que o conhecem avaliam sua atuação como ótima ou boa, contra 13% que a consideram ruim ou péssima.
A ministra Cármen Lúcia aparece na sequência com o segundo melhor índice de aprovação (17). Entre os entrevistados que conhecem sua trajetória, 42% classificam seu trabalho como ótimo ou bom, enquanto 25% o avaliam negativamente.
O ministro Luiz Fux também figura entre os nomes com melhor saldo na avaliação do instituto.
